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Guia do principiante

1 – REGRAS DE SEGURANÇA

  1. • Não comece a praticar windsurf sem saber nadar razoavelmente.
  2. • Não pratique windsurf antes de terem decorrido três horas e meia a quatro horas depois de uma refeição completa.
  3. • Não pratique windsurf, depois de uma longa exposição ao Sol, sem ter arrefecido o corpo progressivamente.
  4. • Não pratique windsurf sozinho, isto é, sem haver nas proximidades outra prancha ou embarcação capaz de o socorrer em caso de dificuldade (ou pelo menos alguém que possa pedir ajuda).
  5. • Antes de ir para o mar, verifique bem se todo o material da prancha se encontra em bom estado, especialmente o «cardan» do pé do mastro.
  6. • Use calçado apropriado para evitar magoar-se ou escorregar quando estiver em cima da prancha.
  7. • Em princípio, use sempre fato isotérmico para não enregelar se por motivo de qualquer percalço tiver de ficar sobre a prancha durante algumas horas à espera de socorro.
  8. • Não pratique windsurf com vento mais forte do que as suas capacidades física e técnica aguentam em segurança.
  9. • Se, após uma queda, o mastro se separar da prancha, NADE SEM HESITAÇÕES PARA ESTA. Uma vez sobre ela, reme com os braços e vá buscar a vela.
  10. • Enquanto estiver a andar de windsurf é prudente conservar-se a barlavento do ponto de partida e a montante do mesmo em relação à corrente se a houver.
  11. • Se precisar de pedir assistência, ponha-se de pé ou de joelhos sobre a prancha e levante e abaixe repetidamente os dois braços por cima da cabeça.
  12. • Mantenha-se afastado dos banhistas para não os molestar. Tenha o máximo cuidado na entrada para o mar e na saída, sobretudo se houver rebentação.
  13. • Cumpra as normas promulgadas pela Autoridade Marítima que lhe sejam aplicáveis.
  14. 2 – NOMENCLATURA ESSENCIAL

    APARELHO (RIG) – Conjunto formado pelo mastro, vela, retranca e respectivos acessórios.

    PÉ DO MASTRO – Peça articulada pelo sistema «cardan» situada na parte inferior do mastro através do qual é feita a ligação deste à prancha.

    CABO TIRA VELA – Cabo utilizado para levantar o aparelho da água. Para o apanhar basta seguir o elástico que o prende ao pé do mastro.

    PROA – Extremidade da parte da frente da prancha.

    POPA – Extremidade da parte de trás da prancha.

    BOMBORDO – Lado esquerdo da prancha quando se está sobre ela voltado para a proa. (Abreviatura BB)

    ESTIBORDO – Lado direito da prancha quando se está sobre ela voltado para a popa. (Abreviatura EB)

    BARLAVENTO – Lado de onde sopra o vento.

    SOTAVENTO – Lado para onde sopra o vento.

    LINHA DO VENTO – Direcção do vento

    MÃO (OU PÉ) DA FRENTE – A que está mais perto da proa.

    MÃO (OU PÉ) DE TRÁS – A que está mais afastada da proa.

    CAÇAR A VELA – Puxar a parte de trás da retranca para o eixo da prancha.

    FOLGAR A VELA – Afastar a parte de trás da retranca do eixo da prancha.

    ORÇAR – Rodar a proa em direcção ao vento (para barlavento).

    ARRIBAR – Rodar a proa a favor do vento (para sotavento).

    RUMO – Direcção em que segue a prancha (relativamente ao fundo do mar).

    AMURAS –Partes da prancha adjacentes à proa.

    ALHETAS – Partes da prancha adjacentes à popa.

    TRAVÉS – Direcção perpendicular ao eixo da prancha.

    NAVEGAR COM AMURAS A BB – Diz-se que uma prancha navega com amuras a BB quando tem a parte de trás da retranca para EB. (A mão da frente ou do mastro é a esquerda).

    NAVEGAR COM AMURAS A EB – Diz-se que uma prancha navega com amuras a EB quando tem a parte de trás da retranca para BB. (A mão da frente ou do mastro é a direita).

    NAVEGAR À BOLINA – Navegar recebendo o vento de uma direcção para vante do través.

    NAVEGAR COM VENTO LARGO (OU A UM LARGO) – Navegar recebendo o vento de uma direcção compreendida entre o través e a alheta.

    NAVEGAR À POPA – Navegar recebendo vento de uma direcção compreendida entre as alhetas.

    ABATIMENTO – Arrastamento lateral da prancha para sotavento devido à acção do vento (ou da corrente). O abatimento faz com que o rumo efectivamente seguido pela prancha não coincida com a direcção da proa. O abatimento provocado pelo vento é máximo quando se navega à bolina, pequeno quando se navega com vento largo e mínimo ou nulo quando se navega com vento da popa.

    PATILHÃO – Peça que se encaixa numa abertura existente no eixo da prancha chamada CAIXA DO PATILHÃO. O patilhão serve principalmente para contrariar o abatimento provocado pelo vento. Navegando à popa, em que não há abatimento, pode-se recolher o patilhão.

    QUILHA ou FIN – Peça fixada por baixo da popa da prancha. Serve para ajudar a manter o rumo desejado. Com vento para «planar» também serve para evitar o abatimento.

    VIRAR DE BORDO – Orçar até a proa cruzar a linha do vento passando a receber este pelo outro bordo.

    CAMBAR – Arribar até a popa cruzar a linha do vento passando a receber este pelo outro bordo.

    ESCALA «BEAUFORT» – Escala usada para exprimir a força do vento da qual se indicam os sete primeiros termos:

    Força 0 – (Calma) Ausência total de vento; o fumo sobe na vertical. Força 1 – (Aragens) As bandeiras começam a agitar-se. Força 2 – (Vento fraco – Desfraldam-se as bandeiras. Força 3 – (Vento bonançoso) – Drapejam as bandeiras. Força 4 – (Vento moderado) – Mar com alguns carneiros. Força 5 – (Vento fresco) – Mar com muitos carneiros. Força 6 – (Vento muito fresco) – Carneiros por toda a parte.

    3. TÉCNICAS ELEMENTARES

    LEVANTAR O APARELHO – Estando voltado para o aparelho, coloque os pés de um e outro lado do mastro, equidistantes deste e afastados cerca de 50 cm um do outro. Segure com ambas as mãos o cabo de levantar o aparelho e comece a puxar por ele de uma forma contínua, procurando CONSERVAR SEMPRE O MASTRO PERPENDICULAR À PRANCHA. Note que a resistência ao levantamento vai diminuindo à medida que a água vai sendo despejada da vela. Dê tempo a que a prancha vá rodando até ficar com o vento nas costas. Durante a manobra mantenha o corpo direito e ligeiramente inclinado para trás evitando contrair os músculos dos braços. O levantamento termina quando a parte de trás da retranca sai da água.

    ARRANCAR (PÔR A PRANCHA EM MOVIMENTO) – Terminada a operação de levantar o aparelho, continue a segurar o respectivo cabo apenas com a mão de trás e passe a mão da frente por cima daquela, ficando os braços CRUZADOS, de modo a ir agarrar a retranca a cerca de 30 cm do mastro. Com a mão da frente incline o mastro um pouco para vante. Com a mão de trás agarre a retranca a cerca de 60 cm daquela e cace a vela. Simultaneamente desloque-se um pouco no sentido da popa de modo a ficar com o pé da frente encostado ao lado do pé do mastro, na diagoal e o de trás sensivelmente sobre a caixa do patilhão e incline o corpo para trás, mantenha os braços ligeiramente flectidos e o tronco direito, por forma a equilibrar a força da vela.

    PARA NÃO CAIR PARA A FRENTE (PARA SOTAVENTO) – Encolha o braço da frente, estenda o braço de trás e incline o corpo para trás, puxando mastro para si. Volte a caçar a vela … antes de cair para trás!

    PARA NÃO CAIR PARA TRÁS (PARA BARLAVENTO) – Estenda o braço da frente e encolha o braço de trás, afastando o mastro de si, Reduza a inclinação do corpo.

    PARA ORÇAR – Incline o mastro para ré e folgue ligeiramente a vela; à medida em que a prancha vai orçando vá caçando para manter o ângulo desta em relação ao vento.

    PARA ARRIBAR – Incline o mastro para vante e cace ligeiramente; para continuar a arribar folgue a vela para manter o ângulo desta em relação ao vento e incline o mastro para o bordo contrário aquele para onde pretende virar.

    VIRAR DE BORDO – Vá orçando até ficar aproado à linha do vento. Incline o mastro para ré até a parte de trás da retranca quase tocar na água. Vá rodando com o corpo pela frente do mastro de modo a conservar o equilíbrio. Empurre a retranca para sotavento. Quando a prancha estiver novamente perpendicular à linha do vento volte a arrancar.

    CAMBAR – Comece a arribar, primeiro inclinando o mastro para vante, depois folgando progressivamente a vela e inclinando o mastro para vante e para barlavento. Quando tiver a retranca perpendicular ao eixo da prancha pare de folgar. Se necessário incline ainda mais o mastro no sentido oposto ao da retranca por forma que a prancha continue a rodar. Logo que sentir que já está a receber o vento pelo outro bordo segure com a mão da frente o cabo de levantar o aparelho, junto ao mastro, e largue a mão de trás deixando a retranca rodar livremente. Incline o mastro para o outro bordo, procure apanhar a retranca com a mão de trás e comece a caçar.

    4. REGRAS PARA EVITAR ABALROAMENTOS

    • As embarcações com motor ou a remos são obrigadas (salvo raras excepções) a desviar-se das embarcações de vela e, portanto das pranchas. No entanto, as pequenas embarcações de vela e, com mais força de razão as pranchas, não devem abusar dos seus direitos dificultando as actividades das embarcações a motor de grande porte.

    • Quando duas embarcações de vela se cruzam, navegando ambas à bolina ou ambas com vento largo, é obrigada a desviar-se aquela que avista pelo seu próprio EB.

    • Quando duas embarcações de vela se cruzam, uma navegando à bolina e outra com vento largo, é obrigada a desviar-se a que navega com vento largo.

    • Um embarcação que navega com vento de popa é obrigada a desviar-se de todas as embarcações que alcançar quer estas sejam embarcações de vela, remo ou motor.

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